Aprovação automática é criticada em congresso de professores
26/10/2001 13:10
DA ASSESSORIA
O regime de progressão continuada implantado pela Secretaria estadual de Educação em São Paulo foi alvo de muitos ataques no XVIII Congresso Estadual da Apeoesp, acontecido entre 20 e 24/10, em Águas de Lindóia. Nos debates do dia 23, o tema atraiu o maior número de inscrições dentre os quase 3 mil delegados presentes ao evento. Um dos palestrantes era o deputado Carlinhos Almeida (PT), autor do Projeto de Lei 428/2001, que propõe suspender a progressão continuada e criar uma comissão composta por membros da Secretaria da Educação, representantes dos profissionais da área e das três universidades estaduais paulistas para propor novas bases de funcionamento do mecanismo. O projeto vem se revelando uma pedra no sapato do governo estadual, que, segundo o deputado, tem procurado se esquivar da discussão. Recentemente a Secretaria da Educação se recusou a participar de um debate promovido pela TV Assembléia para apresentar sua posição em relação à proposta.
/N+/Só a Secretaria da Educação está certa?/N-/
O presidente estadual do PSDB, deputado Edson Aparecido, atuou como porta-voz da secretária de Educação em recente artigo, defendendo que a progressão continuada vem obtendo sucesso, justificando-se com a apresentação de índices de aprovação de alunos e evasão escolar. Para Almeida, os índices só comprovam a acusação de que o objetivo do governo é gerar estatísticas e economia de recursos, não importando se os alunos estão aprendendo a ler ou escrever. "O governo nos acusa de estar fazendo luta política mas foge de qualquer discussão séria sobre o assunto", afirma o deputado, que é líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa. "No congresso com milhares de professores ninguém se colocou contra nosso projeto; pelo contrário, só recebemos apoio. Não é possível que só a Secretaria de Educação esteja certa e todo mundo esteja errado", ironizou. As principais reclamações dos professores sobre o método apontam a falta de estrutura, salas lotadas e a imposição do novo sistema sem diálogo por parte do governo.
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