OPINIÃO: Futebol, violência e autoridade
A morte do torcedor corintiano Marcos Gabriel Cardoso Soares, de 16 anos, em conseqüência de ferimentos sofridos ao ser covardemente espancado por vândalos torcedores do Palmeiras, em São Paulo, leva a sociedade a refletir novamente sobre a incrível violência que ataca o futebol. A pergunta que se faz é esta: até quando?
O futebol, esporte que é a grande paixão da população brasileira, deveria ser um saudável lazer. Se em campo nossos jogadores são os melhores do mundo, fora de campo nosso público não tem nenhuma garantia de segurança. E o que é pior: os atos de vandalismo já não se resumem ao ambiente dos estádios, uma vez que saíram das arquibancadas para as ruas, como demonstra o caso de Marcos Gabriel. Crueldade pura!
A polícia vem investigando esse crime. É importante que todos os responsáveis pela morte do jovem torcedor sejam identificados, julgados e punidos de modo exemplar. A crise de autoridade sofrida hoje em dia pelo país contribui para atitudes desse tipo. Perde-se o respeito com incrível facilidade. A vida de uma pessoa já não vale nada.
O simples fato de uma pessoa torcer para um clube que não seja o de um determinado grupo acaba servindo de motivo para ataque. O alvo da violência pode estar com a camisa de um time... ou mesmo sem uniforme, como aconteceu com Marcos Gabriel, que nem estava no estádio. Deve haver uma ação drástica contra pseudo-líderes de torcidas organizadas que pregam violência e também contra os anônimos arruaceiros do futebol.
Nos últimos 12 anos, a seqüência de tragédias e de ameaças têm sido intensa. Começou em janeiro de 1992, no campo do Nacional Atlético Clube, na Capital, quando das semifinais da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Durante o jogo São Paulo x Corinthians, houve um conflito nas arquibancadas e o torcedor corintiano Rodrigo de Gásperi foi assassinado.
Novas batalhas ocorreram nos Estádios do Pacaembu, do Morumbi e no Parque Antártica, assim como em suas imediações. Em dia de grande clássico, caso desse Palmeiras x Corinthians da tarde em que Marcos Gabriel foi atacado, a polícia é obrigada a destacar um grande contingente para isolar torcedores de um clube e escoltar outros para que não entrem em confronto com os simpatizantes do outro time. Trata-se de uma estupidez, pois aqueles policiais seriam mais úteis se empregados para atuar no combate aos criminosos em vários bairros da cidade.
No metrô, são constantes os casos de quebra-quebra a partir do simples encontro de torcedores rivais a caminho do estádio. E, mais uma vez, força policial é destacada para cuidar das estações e pontos de ônibus. Há quem reclame da polícia diante da violência nas arquibancadas, mas será que precisaremos escalar 10 mil policiais para cuidar de 10 mil torcedores? Na verdade, fica impossível colocar um guarda em cada canto do estádio e a cada 100 metros das ruas. E, sem contar os veículos, residências e lojas depredados, em todo dia de jogo, no trajeto desses torcedores...
Afanasio Jazadji é deputado estadual
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