Mulheres podem ter vagões exclusivos nos trens da CPTM e do Metrô
05/01/2007 16:10
A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou no dia 22/12 projeto de lei (PL 300/2005) do deputado José Dilson (PDT) que obriga as empresas dos sistemas ferroviário e metroviário a oferecer vagões exclusivos para mulheres nos horários de rush.
O projeto atinge especificamente as empresas de transporte dos sistemas ferroviários, que na região da Grande São Paulo são geridos pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e pela Companhia do Metropolitano (Metrô).
A iniciativa do deputado de apresentar o projeto de lei aconteceu após notar que é grande a possibilidade de violências contra as mulheres durante os deslocamentos através de metrô e trens. "Notando a violência que muitas mulheres sofrem durante a locomoção dentro de trens e do metrô, resolvi propor uma idéia inovadora no Estado de São Paulo: obrigar as empresas que operam o sistema ferroviário a colocar vagões exclusivos para mulheres durante o horário de rush", comenta o deputado.
José Dílson acredita que com a iniciativa é possível proporcionar um transporte de melhor qualidade às mulheres, pois quando estas viajam com homens em um mesmo vagão, alguns deles podem se aproveitar da situação e cometer atos libidinosos contra elas. "Em trens e metrô, muitas mulheres trabalhadoras não são tratadas com o respeito que merecem e tornam-se vítimas de homens mal intencionados, que pretendem abusar delas, pois estas ficam sem poder fugir dos assédios dentro das conduções. Com os vagões exclusivos, as mulheres poderão viajar com mais conforto e menos preocupadas com os assédios freqüentes no horário de rush, ou seja, nos períodos das 6h às 9h e das 17h às 20h", explica o deputado.
O parlamentar ressalta que a população paulista aprova a iniciativa. Ele comenta que em uma pesquisa realizada no dia 26/12/2006 pela Rádio Bandeirantes, através do site da emissora (www.radiobandeirantes.com.br), 60% dos ouvintes disseram-se favoráveis ao projeto de lei de sua iniciativa. Os outros 40% disseram ser contrários à proposta.
O projeto foi encaminhado ao governador para que este sancione ou vete a proposta aprovada pelos deputados estaduais paulistas.
jdilson@al.sp.gov.br
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