Opinião / Santos cai para o grupo 2 do IPRS
A Assembleia Legislativa divulgou, na última semana, o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS). Infelizmente, uma vez mais, Santos e a Baixada Santista estão muito mal. Se por um lado a região está no topo da riqueza, entre as 15 regiões administrativas do Estado, por outro se encontra entre as piores nos índices sociais. Em longevidade e educação, está no último e penúltimo lugar, respectivamente.
Feito pela Fundação Seade, o IPRS estabelece o ranking dos 645 municípios do Estado, a partir de estatísticas de longevidade, riqueza e educação. Os parâmetros utilizam critérios adotados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para definição do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Santos, cidade polo da região, tem boa parcela de culpa no péssimo resultado. Antes colocada no grupo 1, a cidade caiu para o grupo 2, que reúne os municípios com elevada riqueza, mas com indicadores sociais incompatíveis com a pujança econômica. Em termos de riqueza, Santos permanece na 6ª posição, mas em longevidade caiu da 369ª para a 425ª. No quesito escolaridade, despencou do 12º para o 66º lugar.
A divulgação do IPRS também escancara os elevados índices de mortalidade infantil e perinatal, que saltaram para 15,7 e 16,7 a cada mil nascidos vivos, respectivamente. O problema é real e não pode ser tratado como peça de retórica nos embates político-eleitorais.
A verdade aparece. Santos caminha a passos lentos na luta contra a morte de nossas crianças. De minha parte, como representante de Santos e da Baixada, tenho conseguido recursos para nossas maternidades e não dou trégua na luta por obras e serviços de água e esgoto, entre outras ações.
Na educação também é preciso ir além da avaliação simplista de que Santos pagou um preço por ter implantado os nove anos no ensino fundamental. O IPRS refere-se a 2006, quando a ampliação ainda não vigorava. Ainda que isso pudesse ter contribuído, por que somente Santos teria sido castigada? É preciso dar um basta à desqualificação de indicadores, quando estes não apresentam os números do discurso oficial, mas a realidade.
Essa forma de encarar rankings vem se tornando marca registrada de Santos. Foi assim com o estudo da Fundação Getúlio Vargas que apontava a cidade entre as últimas na aplicação dos recursos da educação. Postura igual ocorreu quando a Secretaria de Estado do Meio Ambiente não colocou Santos entre os 44 municípios verdes do Estado. Em vez de reconhecer os erros, afirma-se que a metodologia está equivocada.
No caso dos municípios verdes, optou-se por dizer que o problema era de saneamento, responsabilidade do governo estadual. Na verdade, os motivos incluíram baixa cobertura da coleta seletiva, poucas ações de educação ambiental, falta de investimentos em habitação sustentável, carência em projetos de arborização urbana, poluição do ar e não utilização racional da água.
Santos e a Baixada estão no topo do ranking da riqueza. A tendência deve se consolidar com a expansão do porto e a exploração do gás e do petróleo. Entretanto, de nada adianta se a riqueza não beneficiar o nosso maior patrimônio: o ser humano. Pujança econômica só tem sentido se associada a distribuição de renda, justiça social e qualidade de vida para todos. É esse compromisso e essa certeza que me estimulam.
*Maria Lúcia Prandi é deputada pelo PT e cientista política
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