Policiais do Depatri depõem na CPI sobre roubo de cargas
O investigador do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) Celso dos Santos, conhecido como Índio, prestou depoimento à CPI Mista Sobre Roubo de Cargas na tarde desta quinta-feira, 7/12, no plenário Tiradentes da Assembléia Legislativa. A reunião foi presidida pelo senador Romeu Tuma e contou com a presença dos deputados federais Oscar Andrade, Mário Montenegro, Pompeo de Matos e Robson Tuma, além do deputado estadual Afanásio Jazadji (PFL).
No depoimento, que durou mais de duas horas, o investigador deixou dúvidas e não convenceu os parlamentares membros da CPI sobre os motivos que o levaram a empreender viagens a outros estados quando deveria estar de serviço em São Paulo. Segundo Celso dos Santos, ele esteve no Rio de Janeiro, na Bahia e em Minas Gerais investigando pessoas que estariam envolvidas em roubos e assaltos, a partir de dados prestados pelo seu informante Laércio (Sálvio Barbosa Villar). Em todas as ocasiões o policial afirmou ter pago as passagens com o próprio dinheiro, tendo sido ressarcido apenas pelos gastos da viagem ao Rio de Janeiro. Para confirmar a informação da viagem e do ressarcimento da mesma, os membros da CPI irão requerer ao Depatri o processo referente ao ressarcimento.
Santos afirmou que em todos os casos viajou para fazer investigações com autorização apenas verbal de seus superiores e que é normal policiais de um Estado investigarem em outro. Ele não soube precisar quais motivos o teriam levado a confiar nas informações prestadas por Laércio ou mesmo quais vantagens o informante teria. "Se ele esperava alguma coisa se deu mal", disse.
As informações passadas a ele e à equipe de mais 5 pessoas que o acompanhou durante quatro dias a Montes Claros (MG) não teriam se confirmado. De acordo com ele, as diligências foram feitas sem o conhecimento da autoridade local. O endereço que receberam de Laércio, não existia, e não chegaram a confirmar a existência do assaltante Antonio Silvestre, o "Pintado". Um dos membros da equipe de policiais, Juvanir Lino da Silva, também investigador, teria recebido, segundo o depoimento de Celso dos Santos, um telefonema de Laércio, com uma nova informação: o "Pintado" seria o dono da agência de veículos Pinduca, no centro de Montes Claros. A informação também não teria se confirmado. Santos disse que os policiais paulistas estiveram na agência, mas não soube explicar ao presidente da Comissão, senador Romeu Tuma, porque não verificou se os veículos em estoque na agência eram roubados.
A CPI também ouviu Juvanir Lino da Silva, ex-investigador de polícia que atualmente exerce atividades administrativas no Depatri. O depoente disse ter ingressado na Polícia Militar em 1980, nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), onde permaneceu até 1985, época em que o deputado Conte Lopes era comandante da Rota. "Inclusive, quero ressaltar que ele foi meu professor".
Segundo Silva, ele foi trabalhar no Depatri em 1993, após ter passado em concurso público da Polícia Civil, "sempre amassando o barro" - gíria da polícia que significa "combatendo o crime".
O deputado Oscar perguntou ao depoente se ele havia feito alguma viagem a serviço e ele afirmou que esteve em Montes Claros (MG), Bahia e na zona leste de São Paulo, quando foi descoberto um mini Detran, "mas nunca estive no Rio a serviço".
Laércio, que foi apresentado a Silva por Celso "como sendo seu informante", também seria ouvido pela CPI mas, como sentiu-se mal, permaneceu em observação no serviço médico da Assembléia Legislativa.
Amanhã, 8/12, a partir das 9 horas, no plenário Tiradentes da Assembléia Legislativa, a CPMI de Roubos de Cargas pretende ouvir José Amaral Corrêa, Mário Ivan da Silva, Ronaldo Arrivabene, Floriano Gonçalves e mais dois presidiários do Espírito Santo.
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