Vice-presidente do Unibanco depôs na CPI das Financeiras

Comissão quer saber como o Unibanco Visa compõe taxa de juros
28/09/2001 11:35


DA ASSESSORIA

A CPI das Financeiras, presidida pelo deputado Claury Alves da Silva (PTB), ouviu quinta-feira, 27/9, o vice-presidente administrativo do Unibanco, Adalberto de Moraes Schettert. Denúncia apresentada pelo financista Roberto Vieira Machado foi o motivo da convocação do vice-presidente do Unibanco, mas os deputados aproveitaram para fazer outros questionamentos relativos à cobrança de juros e taxas.

Durante uma hora e meia, Schettert explanou sobre a estrutura do banco e suas áreas de atuação no sistema financeiro. O vice-presidente informou, por exemplo, que os depósitos em caderneta de poupança do Unibanco somam cerca de R$ 968 milhões, mas não soube precisar se o mínimo de 65% desse montante está sendo destinado ao financiamento da habitação, como manda a regra.

Quanto à denúncia de Roberto Vieira Machado, o representante do Unibanco afirmou que o caso está sendo julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. Até o momento, segundo Schettert, algumas decisões judiciais foram favoráveis a Machado e outras ao Unibanco. "Ele é um cliente inadimplente", disse o vice-presidente. Conforme o depoimento, o financista teria emprestado 500 mil dólares. Machado nega.

Sobre o cartão Unibanco Visa, o deputado Claury questionou por que os recursos são captados no mercado a menos de 2% e emprestados a mais de 10% ao mês. Schettert explicou que são vários os fatores que interferem nos juros dos cartões de crédito, destacando o grau de risco da operação. O presidente da CPI solicitou do Unibanco uma explicação detalhada sobre a composição da taxa mensal de juros.

Outras informações também deverão ser apresentadas à CPI por escrito. O diretor responsável pelo Unibanco Visa, que Schettert não soube dizer quem é, poderá ser convocado para depor.