Estudo aponta aumento de casos de leishmaniose em Ubatuba
Da assessoria do deputado Fausto Figueira
"Há indicações de que pode estar se iniciando uma epidemia de leishmaniose em Ubatuba, com graves conseqüências se levarmos em conta o início do verão, as condições ambientais da região e o perfil sócio-econômico da população mais afetada", alertou o deputado Fausto Figueira (PT).
Ele quer informações do governo estadual sobre o surgimento de um surto da doença e quais as providências que estariam sendo tomadas para contê-lo. De acordo com o Serviço de Vigilância Epidemiológica de Ubatuba, de 1º de janeiro a 24 de novembro deste ano foram notificados 48 casos da doença, em sua versão cutânea. Entre 1998 e 2002, houve dez casos.
Os bairros de Ubatuba com maior número de infectados foram Ubatumirim, com 13 casos; Almada, com 10; e Sumidouro, com 5. Os locais de provável infecção, com os maiores números de notificações, foram Ubatumirim, com 14 casos; Almada, com 11; e Sertão do Ubatumirim e Sumidouro, com 4.
Segundo estudo da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), os principais vetores da leishmaniose tegumentar americana são os mosquitos conhecidos como cangalha, cangalhinha, mosquito-palha, birigüi e tatuíra. Menores que os pernilongos comuns, eles têm coloração clara, comportamento noturno e maior atividade nos meses quentes e úmidos. A transmissão ocorre quando o inseto pica o hospedeiro - mamíferos como roedores, cães, gambás, raposas, tamanduás e bichos-preguiça - e torna-se infectante. Ao picar um novo hospedeiro (homem ou animal), transmitirá o parasito.
A doença - ainda de acordo com aquele estudo - é identificada, em seu início, por pequena lesão no local da picada, que posteriormente evolui para um nódulo que pode atingir 1 centímetro de diâmetro, com aparecimento de uma crosta central. A perda dessa crosta dá origem a uma úlcera de formato arredondado, com bordas elevadas. A lesão inicial pode ser única ou múltipla, dependendo do número de picadas. Pode haver lesões de mucosas, mais freqüentemente a nasal, mas também nos lábios, língua, palato, orofaringe e laringe.
ffigueira@al.sp.gov.br
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