Opinião: Fosfoetanolamina traz esperança
A notícia de que a fosfoetalomina, substância sintetizada em um dos laboratórios do Instituto de Química da USP, em São Carlos, apresenta algum resultado no tratamento de câncer alcançou gigantesca repercussão e vem causando polêmicas nos veículos de comunicação, no Judiciário e entre profissionais de saúde.
Na Assembleia Legislativa de São Paulo, foi proposta a criação de uma CPI destinada a ouvir os muitos agentes envolvidos nessa questão e apurar se está havendo omissões que impedem conclusões sobre a eficácia medicamentosa da substância. Vou participar dos trabalhos dessa comissão, que poderá trazer luzes ao debate.
O câncer, segundo as estatísticas médicas, é a segunda doença de maior letalidade no Brasil e atinge milhões de brasileiros. Isso explica o interesse pela substância que levou milhares a recorrer à Justiça para obrigar a USP a distribuir as cápsulas azul e brancas, e órgãos de classe como o Conselho de Farmácia a pedir a impugnação judicial da sua distribuição.
Tanta celeuma tem servido mais para nublar do que esclarecer o fato que leva esperança aos milhares de portadores da doença. Tenho uma longa ligação com a USP de São Carlos, na qual me formei, e com os cientistas que sintetizaram em um pequeno laboratório de pesquisa a promissora substância. Pertence à minha geração naquela universidade Gilberto Orivaldo Chierice, o cientista e professor do Instituto de Química que desenvolveu pesquisas e sintetizou a fosfoetalonomina. Posso assegurar que se trata de um eminente pesquisador, que grandes serviços presta ao nosso desenvolvimento científico. Apenas como exemplo, quero lembrar que ele é o responsável pela criação de um polímero utilizado como bioprótese óssea, que substituiu, com amplas vantagens, a platina em reparações ósseas. Trata-se, portanto, de um cientista da maior respeitabilidade.
As pesquisas que levaram sua equipe a sintetizar a substância iniciaram-se há mais de vinte anos. Suas conclusões foram publicadas em importantes periódicos científicos em conformidade com as exigências e boas normas acadêmicas.
A fosfoetanolomina não é ainda um medicamento, é um produto químico que está sendo pesquisado. A criação de um remédio é orientada por regulamentação federal emanada no âmbito da Anvisa, em consonância com as normas de Organização Mundial de Saúde (OMS). Essas normas estabelecem etapas para a verificação e comprovação da eficácia, bem como de contraindicações.
Medicamento é assunto sério e exige todos os cuidados e precauções. Temos ocorrências de casos desastrosos como os que envolveram o anti-inflamatório Viox e o tranquilizante Talidomida, que causaram enormes problemas após a sua comercialização. Assim, todo cuidado é pouco.
Entretanto, eu e várias pessoas, durante mais de noventa dias, tomamos esse produto que acelera o metabolismo, fazendo o organismo produzir células sadias que combatem as anomalias. A lista de beneficiados é muito grande e todos podem testemunhar sobre os efeitos positivos da substância, sem registro de qualquer efeito colateral. Lembro que pacientes submetidos a radioterapia ou quimioterapia em muitos casos também não apresentam resultado positivos.
Estou envidando todos os esforços para que sejam disponibilizadas estruturas de saúde para a realização dos testes clínicos com a fosfoetanolomina. Como tantos outros, tenho esperança de que a eficácia da droga seja comprovada.
No final de outubro, após mobilizações das quais participei, o Ministério da Saúde, por meio de portaria, decidiu apoiar os necessários estudos clínicos. Continuarei trabalhando para que as instâncias públicas percorram as etapas exigidas e me manterei na torcida para que a efetividade da substância seja comprovada.
*Roberto Massafera é deputado estadual pelo PSDB.
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