Secretário da Saúde não tem projeto para retomar atendimento no Butantã


12/06/2018 12:03 | Da assessoria do deputado Carlos Giannazi


Quando era reitor da Universidade de São Paulo, Marco Antonio Zago foi responsável pela precarização do Hospital Universitário, com o fechamento de diversos serviços, como pediatria e pronto-socorro. Na época, ele dizia que o atendimento à população do bairro do Butantã era problema da Secretaria da Saúde. Hoje, alçado ao cargo de secretário pelo governador Márcio França, Zago diz que o assunto diz respeito apenas à reitoria da USP, e não à sua pasta.

Em sua prestação de contas à Comissão de Saúde da Alesp, Zago se recusou a responder questionamento de Giannazi sobre a política a ser adotada para assegurar o atendimento à população da Zona Oeste que utilizava o hospital da Cidade Universitária, o único daquela região.

"Fiquei chocado com o pouco-caso e o escárnio do secretário de Saúde. Apesar de ele estar cumprindo um mandato tampão, deveria mostrar um mínimo de compromisso. Perguntei a ele, enquanto secretário, como iria atender à população que ele mesmo abandonara quando era reitor da USP, e ele simplesmente não respondeu."

Para Giannazi, ainda mais grave do que o silêncio foi a posição dos deputados da base do governo e até mesmo de alguns parlamentares do PSDB, que teoricamente estariam na oposição. "Eles saíram em defesa de Zago, dizendo que ele estava certo em não responder. É uma blindagem que impede o verdadeiro papel da Assembleia, que tem de fiscalizar o Executivo."