ILP debate importância estratégica da paradiplomacia para o Estado de São Paulo

Curso do Instituto do Legislativo Paulista revela como estados e municípios podem manter relações internacionais sem ferir a Constituição para impulsionar investimentos em políticas públicas locais
22/05/2026 18:43 | ILP | Davi Molinari - Foto: Olívia Rueda

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Bernardo Torres professor convidado do Ibmec <a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-05-2026/fg365063.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>  ILP: Diplomacia parlamentar e paradiplomacia<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-05-2026/fg365001.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Bernardo Torres e Rhebeca Luiza<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-05-2026/fg365002.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> ILP: Diplomacia parlamentar e paradiplomacia<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-05-2026/fg365003.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

O Instituto do Legislativo Paulista (ILP) realizou, nesta sexta-feira (22), a sétima aula do curso de Relações Internacionais e Institucionais, destacando a paradiplomacia (nome da atuação internacional de governos locais) como ferramenta de desenvolvimento para os entes federativos. A mesa foi aberta por Rhebeca Luiza, coordenadora de Projetos do ILP.

Os debates indicaram que a inserção global de estados e municípios vai além do caráter puramente cerimonial e se apresenta "como uma necessidade prática para solucionar desafios regionais nas esquinas e nos bairros", definiu Bernardo Barreto Vasconcelos Torres, professor convidado do Ibmec, que apresentou o tema: Diplomacia parlamentar e paradiplomacia.

Torres é especialista em Relações Institucionais e Políticas Públicas com mestrado pela FGV e atuação na Prefeitura de SP e com passagem pela organização do G20, em março do ano passado. O palestrante ressaltou que, embora a Constituição de 1988 reserve à União o monopólio das relações diplomáticas tradicionais, estados e municípios possuem autonomia para construir pontes internacionais que geram impacto socioeconômico direto.

Protagonismo paulista

O Estado de São Paulo foi apontado como o principal exemplo de sucesso na aplicação prática da paradiplomacia no Brasil. Historicamente estruturado ao redor de seu parque industrial, o território paulista utiliza sua rede de contatos internacionais e a forte presença de representações consulares para atrair investimentos privados e capitanear o desenvolvimento tecnológico.

A capacidade de articulação da cidade de São Paulo ficou demonstrada durante mobilização de um grupo de trabalho intersetorial que viabilizou a vinda de agendas estruturais do G20 para a capital paulista, incluindo a reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais. Essa coordenação ilustra como um município pode se posicionar como liderança em debates macroeconômicos globais.

A paradiplomacia também desempenha um papel fundamental na modernização dos serviços públicos por meio da cooperação técnica. "Os escritórios regionais do Ministério das Relações Exteriores auxiliam parlamentos e cidades a se internacionalizarem e buscarem soluções externas, mas a própria iniciativa dos parlamentos também é muito interessante", afirmou Torres.

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