Inverno acende alerta para aumento de casos de doenças respiratórias

Com temperaturas mais baixas e maior permanência em locais fechados, cresce o risco de infecções respiratórias; vacinação anual e cuidados simples são as principais recomendações para reduzir a transmissão de vírus
03/07/2026 18:00 | Saúde | Daiana Rodrigues

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Casos de gripe disparam no inverno (Freepik)<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-06-2026/fg366420.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Vacina na modalidade drive-thru<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-06-2026/fg366428.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

A chegada do inverno traz alerta para o aumento expressivo das doenças respiratórias e a intensificação dos cuidados com a saúde. Isso acontece porque a queda nas temperaturas cria o cenário ideal para propagação de diversos vírus causadores de infecções comuns do outono e inverno como gripe, resfriado e Covid-19, entre outras.

Além disso, o ar frio e seco - típico da época mais gelada do ano - reduz os mecanismos de defesa do nosso organismo. Isso afeta as mucosas das vias aéreas e aumenta sintomas alérgicos, como falta de ar, coriza, congestão nasal, tosses e espirros.

O principal fator de risco desta época é a tendência maior ao confinamento e a busca de proteção contra o frio em ambientes fechados e com pouca ventilação. Esse confinamento transforma salas de aula, escritórios e transportes públicos em verdadeiras estufas para circulação de microrganismos.

Para conter o avanço dessas enfermidades, autoridades de saúde reforçam que medidas simples continuam fundamentais. Manter janelas entreabertas para garantir a ventilação, higienizar mãos com frequência e, acima de tudo, estar com o calendário de vacinação em dia - especialmente contra a influenza e a Covid-19 - são as estratégias mais eficazes para atravessar a estação com maior segurança.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), todos devem manter locais ventilados para minimizar a chance de transmissão do vírus entre pessoas, evitando que esses agentes infecciosos permanecem no ar por algumas horas e caiam nas superfícies, contaminando ainda mais gente.

Gripe ou resfriado?

Embora pareçam semelhantes, a gripe e o resfriado são causados por vírus diferentes e exigem cuidados distintos. Por isso, identificar os sinais precocemente é essencial para evitar complicações. Você sabe como diferenciar uma da outra?

O resfriado é causado pelo rinovírus e atinge apenas a região do nariz e da garganta. Já a gripe é provocada pelo influenza, um vírus mais forte que possui alta capacidade de mutação, afetando todo o organismo. O resfriado surge aos poucos e se caracteriza por um quadro típico de coriza, espirros e congestão nasal, raramente ocorre febre e quando elas aparecem são baixas.

A gripe, diferentemente, aparece acompanhada de sinais mais graves, como febre alta (acima de 38°C), dor de cabeça intensa, tosse seca, dores fortes no corpo e pouca frequência de coriza e espirros.

Por ser mais brando, o resfriado passa rápido e dura, em média, até cinco dias. Já a gripe se estende por até 10 dias, deixando uma sensação de cansaço que pode durar semanas.

Ao contrário do resfriado, a gripe pode evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia e sinusite, especialmente em idosos e crianças.

A prevenção de ambas as doenças é bem parecida. Lavar bem as mãos com água e sabão, usar álcool em gel para higienização, manter ambientes bem ventilados, uso de máscara protetiva e evitar o contato com pessoas gripadas ou resfriadas são algumas formas de cuidado.

Mitos e verdades

Quem nunca ouviu alguém dizendo que o frio dá gripe ou que a vitamina C cura resfriado? Mas, será que essas crenças, passadas de geração para geração, são verdadeiras? Selecionamos os principais mitos e verdades que circulam por aí sobre o tema:

Panorama das SRAGs no estado

Confira abaixo os dados sobre as principais Síndromes Respiratórias Agudas (SRAG).

A SRAG não é uma doença específica, mas sim um conjunto de sintomas severos que pode ser desencadeado por diversos agentes infecciosos. O paciente apresenta dificuldade para respirar (dispneia) e baixa oxigenação no sangue, exigindo, muitas vezes, internação hospitalar.

 

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