Dersa prevê que novas travessias custarão R$ 58 milhões

As propostas estão sendo estudadas pela Dersa, Codesp e prefeituras de Santos e Guarujá
28/09/2001 11:00


DA ASSESSORIA

As novas travessias que o Governo do Estado pretende construir para reforçar o sistema Santos-Guarujá custarão R$ 58 milhões, segundo estudos desenvolvidos pela Dersa. A informação foi obtida pela deputada estadual Maria Lúcia Prandi, que apurou, também, que ainda não está definido se o Estado fará o investimento com recursos próprios ou entregará à iniciativa privada, em troca da exploração do pedágio.

Em julho a Dersa anunciou que em um mês estaria definido o novo modelo para implantação de um novo serviço de travessias por balsas entre Santos e Guarujá. Na época, o diretor de operações da empresa, Ricardo Teixeira, admitiu que a situação do ferry-boat da Ponta da Praia é crítica, que o sistema está saturado e sem condições de ser ampliado com novos atracadouros.

A travessia Santos/Paquetá-Vicente de Carvalho é a alternativa que a Dersa aponta como solução para desafogar o atual sistema de transporte de veículos leves, conforme o engenheiro Ricardo Goulart explicou à deputada Maria Lúcia Prandi. O custo estimado é de R$ 21 milhões e a obra demandaria cerca de oito meses para ser concluída. O percurso a ser cumprido pelas balsas é de pouco mais de um quilômetro, a ser percorrido em 10 minutos.

O sistema seria composto por três ferry-boats autopropulsionados, com capacidade para 60 automóveis cada. A construção deles, ao preço de R$ 3 milhões cada, representaria o item mais caro do projeto.

A outra travessia, entre Santos e a Ilha Barnabé, destina-se prioritamente a caminhões. Em Santos, o atracadouro seria construído também no Paquetá, ao lado do atracadouro para veículos leves. Na Ilha Barnabé, o atracadouro ficará próximo à ponte ferroviária existente para trens de carga, com utilização da atual rodovia de acesso à Ilha Barnabé.

Segundo o que o engenheiro Ricardo Goulart informou à deputada Maria Lúcia Prandi, a travessia entre o Paquetá e a Ilha Barnabé tem custo estimado de R$ 37 milhões, devendo ser operada com três ferry-boats autopropulsionados, com capacidade para 12 caminhões.

As propostas de novas travessias estão sendo estudadas em conjunto por técnicos da Dersa, Codesp e prefeituras de Santos e Guarujá. Outro aspecto levantado pela deputada Prandi é a geração de empregos durante a fase de obras dos atracadouros e, posteriormente, para a categoria dos marítimos: "Serão mais postos de trabalho numa região bastante abalada pelo desemprego".

Mesmo antevendo vantagens, a deputada Prandi defende a realização de audiências públicas para apresentação e debates dos projetos. "Ainda que haja pesquisas demonstrando a aceitação, é sempre correto que haja discussões", finaliza.