Funcionários e pacientes do Emílio Ribas pedem socorro
Audiência organizada por Carlos Giannazi em 5/6 reuniu profissionais e usuários do Instituto Emílio Ribas, que pedem transparência sobre o futuro do principal centro de infectologia da América Latina.
Em 2014, foi iniciada uma reforma e ampliação no hospital que aumentaria o número de leitos, de 165 para 300, e as vagas de UTI, de 17 para 35. A obra seria concluída em 2016.
O projeto foi alterado (242 leitos e UTI para 47 pacientes) e foi dado um novo prazo, até o final de 2019, que também não se concretizará. A previsão é de mais três anos de obras.
Enquanto isso, há cinco anos, profissionais da saúde e pacientes têm de lidar com macas nos corredores, pois a capacidade original do hospital foi reduzida em 30% (120 leitos e 12 de UTI). Os cortes de verba e a ineficiência nas licitações provocam a falta de medicamentos e insumos básicos e os exames atrasam por conta da estrutura precarizada dos laboratórios, quando não têm de ser realizados no vizinho Hospital das Clínicas.
Também os servidores estão sobrecarregados, porque as contratações estão proibidas por um decreto de 2015, do então governador Alckmin. A única exceção foi no ano passado, quando houve uma epidemia de febre amarela.
Por meio da Comissão de Saúde, Giannazi vai convidar o secretário Marco Antônio Zago para que explique a situação.
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