Ato público repudia criminalização dos movimentos sociais
Carlos Giannazi abriu o ato público em desagravo ao professor Aldo Santos e à advogada Camila Alves realizado em 18/6, na Alesp. Os dois estão sendo criminalizados por terem apoiado as 3 mil famílias de baixa renda que participaram do acampamento Santo Dias, há 16 anos. "Historicamente, a Justiça sempre cumpriu o papel de perseguir os lutadores sociais", afirmou o líder do PSOL.
A ocupação em questão durou três semanas, em 2003, e teve por objeto um terreno ocioso de 200 mil m², de propriedade da Volkswagen, em São Bernardo. No cumprimento da reintegração de posse, as famílias deixaram o terreno pacificamente, mas, sem terem para onde ir, passaram outros tantos dias acampados no paço municipal e na praça da Matriz.
A ação civil pública movida contra os líderes do movimento " que transitou em julgado em 2018 ", cassou os direitos políticos de Santos por cinco anos e o condenou ao pagamento de multa absurda, fixada em R$ 658 mil. A multa de Camila foi arbitrada em R$ 37 mil. Ambos vem sofrendo bloqueio total de salário desde o mês passado.
"Eu iniciaria toda aquela luta outra vez. Não fizemos absolutamente nada que pudesse comprometer a nossa ação enquanto cidadão, militante partidário ou vereador. O absurdo é alguém ser criminalizado por apoiar as pessoas que não têm onde morar", afirmou o professor.
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