Sem averiguar motivos, Seduc cancela matrículas de alunos que não frequentaram aulas online

As matérias da seção Atividade Parlamentar são de inteira responsabilidade dos parlamentares e de suas assessorias de imprensa. São devidamente assinadas e não refletem, necessariamente, a opinião institucional da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
30/08/2021 13:21 | Atividade Parlamentar | Da assessoria do deputado Carlos Giannazi

Compartilhar:


Carlos Giannazi (PSOL) acionou o Ministério Público estadual cobrando a intervenção do órgão junto à Secretaria da Educação. De forma centralizada, por algoritmos de computador, a pasta está excluindo das listas de matriculados os alunos que não conseguiram acessar o centro de mídias e não tiveram frequência durante os dois primeiros bimestres deste ano. Foram expurgados todos os alunos que tiveram frequência inferior a 75% ou nota zero nas disciplinas de língua portuguesa e matemática.

"O secretário Rossieli Soares, na sanha de enxugar a rede estadual, agora resolveu limpar as listas sem levar em conta a realidade das crianças e dos adolescentes", denunciou. Para Giannazi, essa função caberia às escolas, mas com foco em trazer de volta os estudantes que se afastaram do ambiente escolar. "Precisamos fazer busca ativa, conversar com as famílias, com a comunidade, recuperar esses alunos."

Na Tribuna Virtual de 26/8, o parlamentar citou o relato que ouvira de uma diretora na semana anterior. Era o caso de uma aluna do 6º ano que não participava das aulas remotas, mas foi até a escola buscar uma cesta básica. Ela havia perdido pai e mãe para a Covid-19 e passara a viver da ajuda de parentes, e agora tinha de cuidar de seus três irmãos menores.

Por conta das milhares de situações semelhantes, o deputado repudiou procedimentos como esse, decididos de cima para baixo, sem conhecer a realidade concreta de cada família, de cada aluno, de cada comunidade escolar. "As sucessivas gestões do PSDB veem a educação como custo, não como investimento", lamentou.

alesp