MPF entra com ação pela BR-153 após denúncias de deputados de Marília

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06/04/2026 15:23 | Atividade Parlamentar | Da Assessoria da deputada Dani Alonso

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Dep. Dani Alonso (PL) e dep. fed. Capitão Augusto<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2026/fg362779.jpeg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

Ação movida após denuncias de Dani Alonso e Capitão Augusto pede à Justiça Federal medidas para obrigar a recuperação da estrada: do bloqueio parcial da arrecadação de pedágio, passando pela liberação das cancelas até a nomeação de interventor judicial, mais R$ 500 milhões de danos morais coletivos

Após denúncias feitas pela Deputada Estadual Dani Alonso (PL) e pelo Deputado Federal Capitão Augusto (PL), nos últimos dias o MPF (Ministério Público Federal) de Ourinhos entrou com uma ação civil pública, com pedido de liminar, exigindo a recuperação imediata de 133 quilômetros da Rodovia Transbrasiliana (BR-153).

A ação está sendo movida contra a concessionária Triunfo Transbrasiliana, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a União. A abertura do processo foi antecipada na semana passada por Dani Alonso e Capitão Augusto, que têm um longo histórico de luta por melhorias na estrada conhecida como "Rodovia da Morte".

Para garantir o cumprimento das obras, o MPF pediu à Justiça as seguintes medidas a serem tomadas uma após a outra, caso as ordens anteriores não surtam efeito:

Bloqueio de receita: retenção imediata de 30% da arrecadação diária do pedágio ("na boca do caixa") para custear o plano de recuperação total, que deve ser executado em até 180 dias.

Suspensão do pedágio ("Cancela Livre"): caso a ordem de intervenção estrutural seja descumprida por mais de 30 dias, o MPF requer a liberação das catracas, suspendendo a cobrança aos usuários até que a segurança seja restabelecida.

Intervenção e indenização: nomeação de um interventor judicial em caso de inércia e condenação ao pagamento de R$ 500 milhões por danos morais coletivos.

Diagnóstico

Relatórios técnicos do MPF, citados na ação, comprovam o que já vinha sendo denunciado há tempos por Dani Alonso e Capitão Augusto sobre o péssimo estado da estrada, repleta de buracos e outras irregularidades graves no asfalto, além de outros problemas que favorecem acidentes. Segundo a Procuradoria Federal, foram 56 mortes registradas em 7 anos.

"Segundo os relatórios, 65% da extensão fiscalizada apresentam irregularidades e 31% do pavimento são classificados como ?péssimo ou destruído?. A perícia identificou asfalto com trincas do tipo ?couro de jacaré?, sinal de fadiga total da base da pista. Além disso, as análises de aderência mostraram que 63% dos pontos críticos possuem resistência à derrapagem abaixo do nível aceitável, tornando a via uma ?pista de sabão? em dias de chuva", afirma o MPF.

"A ação destaca o contraste entre a degradação da via e a saúde financeira da empresa. Em 2023, a Triunfo Transbrasiliana registrou um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 116,6 milhões, evidenciando que a concessionária possui robusta geração de caixa para realizar as obras. No entanto, o MPF sustenta que a empresa utilizou a prática de back-loading, postergando investimentos obrigatórios para maximizar lucros imediatos, enquanto reduziu sua frota de apoio em 22%", apontou o órgão.

O procurador da República Antonio Marcos Martins Manvailer, autor da ação, ressaltou a omissão da ANTT: "das 506 multas aplicadas que somam mais de R$ 1 bilhão, apenas duas (R$ 1,1 milhão) foram efetivamente pagas pela concessionária", disse. De acordo com ele, "o que se observa não é apenas o desgaste natural pelo uso, mas uma inexecução contratual sistemática, onde a concessionária substitui investimentos estruturais obrigatórios por intervenções cosméticas de curtíssima durabilidade, mantendo o usuário sob risco constante".

Deputados

Em maio de 2025, Dani Alonso e Capitão Augusto promoveram uma audiência pública na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) para discutir os problemas relacionados à rodovia que passa por 22 cidades do Estado, ligando Icém a Ourinhos. Além disso, eles fizeram denúncias a órgãos como MPF e ANTT.

Desde então, eles já fizeram diversas reuniões com Procuradores Federais de Ourinhos e São José do Rio Preto. Paralelamente à atuação junto ao MPF e outros órgãos, Dani Alonso e Capitão Augusto também apostam em outras frentes, como um abaixo-assinado pela estadualização da Rodovia Transbrasiliana. Para apoiar a causa, acesse o link: https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR157575.

"A ação do MPF, após nossas denúncias, é um passo importantíssimo para que algo de concreto seja feito pela Rodovia BR-153, por onde circulam milhares e milhares de pessoas diariamente", afirmaram os Deputados. "Nós trabalhamos de verdade para evitar novas tragédias".

alesp