Projeto de reajuste salarial para servidores estaduais tramitará em regime de urgência na Assembleia Legislativa de São Paulo

Proposta do governo do Estado visa reajustes de 10% a 20% para funcionários públicos do Executivo
04/03/2022 14:32 | Projeto de Lei | Matheus Batista

Compartilhar:

Profissionais da saúde (Foto: Governo do Estado de São Paulo)<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-03-2022/fg282760.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Reajuste salarial para os servidores estaduais <a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-03-2022/fg282779.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (4/3) o projeto de lei complementar que trata sobre o reajuste dos salários dos servidores públicos estaduais. De autoria do Executivo, a proposta é conceder reajuste de 20% para profissionais das áreas da saúde e da segurança pública, e de 10% para demais funcionários do governo estadual.

O Projeto de Lei Complementar 2/22 contempla os servidores pertencentes às classes das áreas da saúde, segurança pública, do quadro de apoio escolar, administração penitenciária e pesquisa científica do Estado. Estão incluídos também servidores das secretarias, da Procuradoria Geral e de autarquias estaduais.

A proposta abrange ao todo 26 diferentes classes e carreiras do Estado, e é resultado de estudos feitos pela Secretaria de Orçamento e Gestão.

De acordo com a proposta, os servidores da segurança pública que terão aumento salarial de 20% serão os integrantes das Polícias Civil e Militar, os profissionais da classe de Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária e da carreira de Agente de Segurança Penitenciária.

Na saúde, o reajuste será aplicável a todos os médicos e demais profissionais subordinados à Secretaria de Estado que atuem na área, desde os que possuem jornada integral de trabalho, com 40 horas, aos que desempenham jornada reduzida, com 12 horas.

O custo mensal para a aplicação do reajuste estimado pela Secretaria de Orçamento e Gestão é de R$ 424,6 milhões, correspondente a R$ 5,7 bilhões ao ano. O governo afirma que a despesa está em consonância com a Lei de Responsabilidade Fiscal e será arcada graças ao superávit financeiro alcançado em 2021.

Além da proposta de reajuste para os servidores, o Executivo encaminhou para a Alesp outros dois projetos de lei que tratam sobre o aumento do salário mínimo estadual em 10,3% e o novo plano de carreira para os docentes da rede estadual de ensino que, de acordo com o governo, terão reajustes salariais de até 73%.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Carlão Pignatari, afirmou que os recursos são possíveis graças a reformas e medidas aprovadas pelos parlamentares da Alesp de forma estratégica e responsável. Dentre elas, a reforma estadual da Previdência, o ajuste fiscal e o fechamento de estatais.



Trâmite

O PLC 2/22 foi encaminhado à Alesp em regime de urgência, o que garante uma tramitação mais célere na Casa.

Após publicado no Diário Oficial do Estado, os projetos são colocados por 3 dias na Pauta do Dia, para conhecimento de todos os parlamentares e recebimento de emendas. Em seguida, eles são levados para análise das comissões, o que pode acontecer individualmente ou conjuntamente.

Após aval das comissões, o projeto fica pronto para ser discutido e votado pelo Plenário da Alesp. Para aprovação, é preciso que a maioria dos parlamentares vote favorável à proposta.

De acordo com o presidente Carlão Pignatari, as matérias serão prioridade na Casa. "São três importantes projetos de lei. Vamos discutir e votar esses PLs com celeridade", afirmou.