Glaucoma é a maior causa de cegueira permanente no mundo

Dia nacional de combate à doença foi lembrado pela Rede Alesp nesta quarta-feira
27/05/2021 12:24 | Entrevista

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Nesta quarta-feira (26/5) foi o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A data tem como objetivo chamar a atenção para a doença que atinge os olhos e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a maior causa de cegueira permanente no mundo -atinge cerca de 65 milhões de pessoas.

"O glaucoma é uma neuropatia ótica e que provoca a perda das fibras nervosas, que é por onde você leva a informação do olho para o cérebro. Essa perda é silenciosa no início, na maioria dos casos, porque o glaucoma de ângulo aberto vai afetando o campo visual bem periférico e, isso vai evoluindo aos poucos. A pessoa vai perdendo a visão periférica e quando percebe uma baixa visual, já começa a perceber que a visão está ruim. O problema é irreversível, o medicamento é utilizado para estabilizar o quadro, mas não temos como reverter. O principal fator de risco é o aumento da pressão intraocular", disse o oftalmologista Daniel Kamlot, em entrevista ao Jornal da Rede Alesp.

Cerca de 2% a 3% dos indivíduos acima dos 40 anos são acometidos pela doença. "Na maioria dos casos, os sintomas são silenciosos no início e isso é perigoso. Existem alguns tipos de glaucoma que podem causar dor, mas é uma porcentagem bem pequena. Na maioria dos casos, a pessoa enxerga 100%, vai perdendo o campo visual e não percebe. Esses pacientes não percebem e se não passam de rotina com um oftalmologista, principalmente após os 40 anos e com histórico familiar de glaucoma, eles não percebem. Só vão notar quando já houve grande perda das fibras e do campo visual, não é mais possível regenerar e, sim, estabilizar", alertou o especialista.

No tratamento, são utilizados colírios e medicamentos para estabilizar a pressão intraocular e evitar perdas e, em alguns casos, podem ser indicados procedimentos e cirurgias. A melhor forma de prevenir é visitar anualmente o oftalmologista, especialmente após os 40 anos e em caso de histórico familiar da doença.

alesp