Seminário aborda movimentos sociais e origens da formação social da América Latina

Quarto encontro do ciclo de palestras "Introdução à América Latina" destaca estruturas do Estado, violências, manifestações, colonialidade, mudanças sociais na região, desigualdades e problemáticas que caracterizam as sociedades latino-americanas
17/06/2026 17:49 | ILP | Daiana Rodrigues - Foto: Gabriel Eid

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Introdução à América Latina: Formação Social<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-06-2026/fg366124.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Introdução à América Latina: Formação Social<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-06-2026/fg366125.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Fernanda Muniz<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-06-2026/fg366126.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Luciana Ferreira<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-06-2026/fg366127.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Público do seminário<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-06-2026/fg366148.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

O Instituto do Legislativo Paulista (ILP) realizou, nesta quarta-feira (17), o quarto seminário do ciclo de palestras "Introdução à América Latina". A iniciativa é promovida pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas (GPPP), formado pelo ILP e Memorial da América Latina. Os encontros abordaram processos históricos, sociais, culturais e jurídicos da região, além de temas como colonialismo, racismo, evolução dos direitos humanos, democracia e relação entre Estado e sociedade.

Segundo Wagner Iglecias, professor da linha de pesquisa "Estado, Sociedade e Integração na América Latina" da Universidade de São Paulo, discutir a formação política, econômica, histórica e social da América Latina, bem como sua contemporaneidade, é fundamental para o Brasil, maior país da região, porque "o continente é nossa maior plataforma de projeção no mundo".

O debate foi dividido em dois temas de análise: "Relação Estado-sociedade civil, democracia e a evolução dos direitos civis, políticos e sociais na região" e "Movimentos sociais, a colonialidade e as mudanças sociais na região".

Relação Estado/sociedade civil

A doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (Prolam-USP) Fernanda Muniz explicou que as relações econômicas do período colonial adotadas no continente impactaram na construção social da região. "O critério racial foi um aspecto usado para definir os papéis sociais na estrutura de divisão do trabalho", destacou.

A pesquisadora complementou que a maneira como o poder foi estruturado no período colonial e a persistência das hierarquias e desigualdades herdadas durante esse período continuam moldando as relações sociais, políticas e econômicas no presente.

"A América Latina se transformou na periferia do sistema econômico global e a Europa ocupou o lugar de metrópole, de superioridade. O patamar de centro econômico mundial permaneceu sob o mesmo argumento: a superioridade racial como elemento chave para a continuidade das condições de subalternidade e que tem se efetivado com acesso ilimitado aos recursos naturais e o controle dos meios de produção", disse Fernanda.

A violência da colonização resultou em um padrão de dominação moderno que repercute em duas esferas. A primeira delas é a exploração da mão-de-obra hierarquizada pelos critérios racial e de gênero. A segunda é a imposição de um conhecimento eurocêntrico que pretende ser universal, mas que consequentemente promove um "esvaziamento" cultural.

Movimentos Sociais

A pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas (GPPP ILP-Memorial) Luciana Ferreira abordou os movimentos sociais e suas perspectivas na contemporaneidade. Entre os principais tipos, destacam-se os movimentos políticos, feministas, negros, LGBTQIAPN+, periféricos, estudantis e outros.

Os movimentos sociais são definidos por valor, unidade, número e compromisso. O tipo de vestimenta, a diversidade e a participação de determinados públicos caracterizam o movimento. Cartazes, lenços e canções marcam a unidade. A ocupação nas ruas, petições públicas e abaixo assinados definem o número do movimento. Já a permanência dos participantes ao longo dos anos, a massa, a dedicação voluntária à organização coletiva são alguns exemplos de elementos que caracterizam o compromisso com as manifestações.

"O compromisso é o mais desafiador, porque vai além do seu desejo pela causa para lutar pelo que você acredita", opinou Luciana.

Também participaram do encontro Gabriel Vuono, coordenador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas (GPPP ILP-Memorial) e Daniel Rico, chefe da Divisão de Inovação da Fundação Memorial da América Latina.

Assista ao evento na íntegra, em transmissão no Youtube do ILP:

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