Informações: Departamento de Comunicações

Erica Malunguinho

Biografia

A deputada e educadora Erica Malunguinho, de 37 anos, é

nascida e criada em Pernambuco, em uma família de militantes orgânicos – de movimentos populares – que acreditavam na política institucional como posição importante para construir um projeto de sociedade justa.

 

Foi na cidade de Recife que, aos 17 anos, Erica iniciou sua pesquisa em artes performáticas, elaborando questões de construção de identidades transvestigeneres. Ao chegar a São Paulo, aos 20 anos, continuou a pesquisa, adentrando o universo da educação e movimentando as relações raciais; até então, por ter uma família, amigos, escola e professores negros, essas relações se davam em outras atmosferas.

 

Na educação, trabalhou como professora e como agente cultural. Por mais de uma década, seguiu na formação de docentes e gestores de escolas, creches, ONGs e da rede de circos escolas, para compartilhar o que chamavam de “ampliação do universo cultural”. Naquele momento, as investigações de Erica estavam no âmbito das artes, culturas e políticas a partir dos fundamentos de raça e de gênero. Ao passo que trabalhava oficialmente na educação, estava envolvida como ser político e politizado em todos os pleitos, observando de perto e ativamente esse desenho que se construía à revelia dos princípios do mais que necessário bem-estar.

 

Assim também, como artista e cidadã, construiu com irmãs, irmãos, e às vezes solitária, diversas ações performáticas que afrontavam as estruturas de poder. Continuou a estudar, tornou-se mestra em estética e história da arte, e decidiu dar continuidade a uma narrativa que por séculos prediz o agora. Então, caminhou à margem para fortalecer a construção de um projeto político profundo que estivesse disposto a destrinchar e encarar com coragem as ramificações do projeto colonialista. Nesse anseio, foi parido o quilombo urbano de nome Aparelha Luzia, em 2016, onde toda pesquisa de vida aqui descrita se movimenta em amplas dimensões, pensando em negritudes como fundamento para continuidade de uma narrativa coerente para o enfrentamento das questões e resoluções das violências estruturais, entre outras coisas mais que não cabem em uma breve biografia. Lugar de reequílibrio de forças que projeta uma alternância de poder, como bem deveria ser regra na dita democracia.

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