SOS Racismo promove evento no Dia da África


27/05/2019 16:16 | Encontro | Fabio Donato e Karina Freitas - Foto: Marco Antonio Cardelino

Erica Malunguinho (à dir.)<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-05-2019/fg234702.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Pensando Fora da Caixinha<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-05-2019/fg234703.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Luanda Maat<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-05-2019/fg234704.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Erica Malunguinho<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-05-2019/fg234705.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

O auditório Paulo Kobayashi da Alesp foi palco do evento "Pensando fora da caixinha", realizado na última sexta-feira (24/5). O evento recebeu representantes do movimento negro em uma roda de debates sobre temas como ancestralidade, o lugar da mulher negra na educação, entre outros assuntos.

Para Mari Medeiros, professora na rede municipal de São Paulo, existe o mito da democracia racial, já que ainda hoje nos bancos escolares há um número muito pequeno de homens e mulheres negras alcançando anos de escolaridade. "Temos que desenvolver políticas públicas que consigam reverter esse quadro colocando mais 54% da população autodeclarada negra ou afrodescendente nos espaços de poder e decisão, na cultura, na educação, na saúde, e em todos os espaços aonde a gente ainda tem sido subjulgado".

Segundo especialistas, com a ausência da educação a violência tende a aumentar. Estudos do Atlas da Violência apontam quem em uma década subiu 23% a taxa de homicídios contra negros no Brasil. Em 2016, de todos os homicídios que aconteceram no país, 71% das vítimas eram negras.

A deputada Erica Malunguinho diz que é preciso ter um olhar de igualdade social para negros e para a população LGBT. "É preciso entender que as populações negra e LGBT são participantes da sociedade. Não se trata de uma causa, de um grupo exterior. Trazer esta discussão à tona é pensar em uma sociedade justa e que respeite a diversidade que existe", declarou a parlamentar.

Para um dos palestrantes, o influenciador digital AD Júnior, o Brasil enfrenta um genocídio. "Quando estamos falando de racismo estrutural e do genocídio negro, não se trata de opinião. Estamos falando de dados. Eles existem e precisamos colocar na mesa para acabar com essa realidade sofrida principalmente pelos negros periféricos", declarou.

A iniciativa do evento foi do Fórum Intelectualidade Afrobrasileira, fundado em 2012 com mais de 20 mil membros ativos em busca de mudar a realidade do negro no país.

Além dos citados, a mesa do evento foi composta por Mari Medeiros, Luanda Maat e Viny Belisário.