Audiência cobra chamada de agentes de organização escolar


16/09/2019 14:48 | Encontro | Fabio Donato - Fotos: José Antonio Teixeira

Público presente<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-09-2019/fg239871.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Público presente<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-09-2019/fg239872.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Público presente<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-09-2019/fg239873.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

A Assembleia Legislativa sediou na última sexta-feira (13/9) uma audiência pública que reivindicava a chamada imediata dos aprovados no concurso público para Agentes de Organização Escolar do Estado de São Paulo. O evento realizado no Plenário D. Pedro I contou com a presença dos aprovados no concurso e pais de alunos de escolas com defasagem de profissionais.

A ação foi uma iniciativa do deputado Carlos Giannazi (PSOL), que detalha os impactos da falta desses profissionais na rede estadual. "Sem os agentes, as escolas não funcionam. A rede estadual não tem os módulos completos nas escolas. A chamada imediata desses profissionais é fundamental para que as escolas voltem a funcionar, é um absurdo a alta taxa da falta destes profissionais".

Felipe Safra, um dos aprovados no concurso, explica qual o panorama atual da profissão. "O agente de organização escolar, além de inspetoria, faz os serviços da diretoria. Nós que prestamos e passamos em um concurso público conhecemos de leis. Eu acho uma falta de respeito conosco e principalmente com os alunos, que precisam do nosso trabalho".

Uma das escolas usadas como exemplo durante o debate foi a Escola Estadual Paulo Rossi, na região da Saúde, na Capital. Alunos cuidando de alunos, a comunidade atuando nas funções de agente escolar, outros funcionários sobrecarregando funções. Este foi o cenário apresentado por Ana Paula Rabelo, mãe de dois alunos da escola. "Desestrutura todo o corpo docente. Com a falta do agente, a coordenadora e a diretora têm que fazer a vez do agente e as funções delas ficam atrasadas. Os próprios pais se voluntariam na função e muitas vezes até os próprios alunos. A escola tem 1.200 alunos e começamos o segundo semestre sem nenhum agente", declarou.

Giannazi prometeu levar ações ao Ministério Público Estadual e à Secretaria da Educação, a fim de agilizar a chamada dos aprovados no concurso.